domingo, 17 de abril de 2016

Introdução

Nemo e Náutilus

Alguns filósofos da linguagem insistem em afirmar que a frase: "Eu estou aqui agora." não pode nunca deixar de ser verdadeira. Bom, é justamente nos casos em que isso deixa de ser verdade que a coisa é interessante. Eu não estou aqui agora.
Por que digo isso? Não é verdade? Bem eu consegui, finalmente, driblar minha censura. Como assim?
Bom, você já deve ter notado agora, caro leitor, que isto não é um texto escrito. Isto é um texto falado. É uma fala. Eu estou falando isto, neste exato momento, agora. Mas, no caso, eu não estou aí agora.
Eu posso estar dormindo, posso estar numa sala de aula, poso estar fazendo um milhão de coisas das quais eu não me orgulho muito e não as vou continuar a descrever aqui. Mas, eu não estou aqui agora para você.
Uhum.
Talvez se eu escrevesse eu também não estaria de alguma forma onipresente. Porém, acho mais subversivo que você saiba que isto e os que o seguem nunca foram escritos, mas sim falados.
Sem correções, sem backspace, sem nada. Só a minha voz. E somente desta forma eu consegui escrever, não escrevendo. Certo?
Bom, esse é o blog Náutilus numa Casca de Noz e esta é a sua proposta.

Do que se trata este blog agora que você sabe qual o método dele? Este blog é de um estudante de ensino superior, e este estudante precisa escrever; precisa escrever para uma matéria de introdução à psicologia. E ele vai escrever deste jeito- e vai ficar um texto desnecessariamente enorme, coitada da monitora. Mas ela não precisa ler (negrito por favor), só quem estiver interessado.

Me perdoe a honestidade, mas se eu tivesse de ler vinte textos livres sobre o mesmo tópico, sendo que este ainda é sobre nada, eu realmente não iria querer saber porque mil razões a vigésima pessoa escreveu o texto, talvez nem a terceira. Então, vou acabar esta introdução por aqui.

Um grande abraço e boa sorte.

Pausa.

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